09 Julho 2009

Vai um tempo que não rola

Ele pensou que ia dar certo
Que ia ser pra sempre assim
E que chacota...

Caramba moça
Ele não podia ter te visto antes?
Não podia ser feliz assim desse jeitinho?

Pra que tanta patota
Pra que quer ser ruim?
É nessa de bonzinho que dá certo no fim

Caramba seu moço...
Não dá pra deixar pra depois
Não dá pra esperar mais não

Olha ali adiante ó
Cê já viu, pra que fingir
É tudo claro e evidente

Não há do que fugir
Nem de você, nem de mim
Nem dela, nem do fim

Eu tô falando da vida
Só da vida... só
Ai ai... a vida...

06 Março 2008

Pela felicidade

Pela felicidade do povo da terra
Pela alegria que eu não encontro mais
Em todo dia que eu olho esses olhos
Que eu choro que eu grito menino rapaz

Menina mocinha mulher toda ela
Que chora escondida deitada na cama
Que sofre de amor que pena que chora
Não sabe se é fome se é frio porque chama

Essa mulher ai ai
Esse mocinho rapaz
Que já não sofre mais

Olha olha ela cantando
Olha olha ele gostando
É essa alegria
O que tava faltando


[Vou por letras de umas musicas iscrivinhadas por minha pessoa]

16 Janeiro 2008

Solar

Debaixo da sombra do meu pesar
Meu pesar deixa meu corpo curvo
Meu andar se torna fatigante
Se torna solitário andar
Me torna mais um pobre coitado

Ao meu redor o povo é o mesmo povo de sempre
Casas são as casas de sempre
E os bueiros os mesmos também
Os caminhos levam aos mesmos cantos
Mesmos cantos de sempre

Nesses redemoinhos de vento eu paro
Levanto minha cabeça e meu olhar vem junto
E o horizonte é o mesmo de sempre
E as palavras ditas como antes
Ouvidas ou não como sempre foram

Mas consigo um instante dessa luz pra mim
E à luz desse Sol eu vejo além
Se faz uma nova paisagem à minhas vistas
É quando todo o preto e branco se colore
Mudando o que antes eu chamava monótono

Apenas pela muda do jeito de olhar
Apenas pela leveza de um momento
Apenas pelo vento que soprou no meu pé de ouvido
E pelo monólogo que dialogou na minha cabeça
Por isso tudo eu mudei e vi

E se torna largo o caminho em frente
Claro o calçamento de pedras polidas e coloridas
Viva a flor à beira da calçada
Afastada dos pés humanos que lhe assombra
E das lagartas de fogo que lhe queimam

A consciência agora é limpa
E o olhar objetivo
Objetiva a nova oratória
Concisas as idéias
Coerentes as ações

Tudo só por causa do novo jeito de amar
Por descobrir onde se limita a vida
E a descoberta de que esse limite não encerra
É uma porta a ser transposta
Com uma chave que ainda não lhe cabe no bolso

O sol brilha e brilhará
A luz da lua também
Na luminária da minha cabeceira mando eu
E na clarabóia e na janela que são minhas
Solar

12 Janeiro 2008

Depois de tudo

A mãe de jorge morreu
A tia dele foi também
Jorge agora está sozinho
Num velho casarão onde não mora ninguém
Helinho foi embora
Joana casou e teve três
O cachorro foi roubado por alguém
E ele não quer largar tudo de vez
Tudo que restou foi um costume
Acordar todo dia e ir para a janela
Num mesmo cômodo onde sua vida toda se ajunta
E ainda com frio diz que a vida é justa e bela
Eu fiquei ouvindo Jorge falar
Ouvi suas súplicas que eu não podia atender
Jorge chorou
Se angustiou
Suspirou e olhou
Eu disse "calma" ele disse:
"Ô! Ai ai..."

12 Outubro 2007

Eu... falando só

Não entendi de onde veio isso
De repente se importam com meu jeito de pensar
De repente eu me vi rodeado por pensamentos
Eu... reprimido pelas lamentações

Tanta gente passando por mim
Tantos comentários maldosos
Tanta gente desfilando pelas ruas de pedra
E eu, aqui, querendo entender

Querendo pedir luz para esses adultos criancinhas
Pra ver se alguém me ajuda a dar um jeito nesse mundo
Mas ninguém me ouve e aqui estou
Eu... falando só

Mas é só um desabafo de quem só matura idéias
Tudo eu olho pela janela e não saio de casa
Só mais um que ainda não fala nada
Que acha que é mudo e se faz de surdo pra não chorar
Pra poder abafar o choro desse povo que ri
Desse povo que nem sabe o motivo do riso
Quem tem não fala. Quem não tem também não fala.
E eu? O que vou falar? Com quem?
Eu... falando só

22 Setembro 2007

Ô mô diah


Num dialeto estranho ela me olhou
Numa linguagem que ninguém entendeu
Achando que era coisa de passagem
E que ninguém notaria

Pensando eu que fosse diferente...
Me disse: "ô fio... num sei como cê mi guenta"
Assim mesmo sem pontuação no final
"Eu também não prezada senhora"

Mas antes nessa de melancolia
Do que numa de rancor e arrependimento
Melhor esses sons da cidade ruidosa
Do que numa de me ouvir o dia todo

(...) e prestar atenção (...) porque eu sofria (...) e não sabia de muitas coisas.

Mas é porque eu via gente dormindo na rua
Eu via meninos passando fome na calçada
E brincando de bolha de sabão nos para-brisas
E de casinha com boneca de verdade

Eu passava e me comovia e não dizia nada
Eu sofria e não tinha ação
Escrevia pra mim mesmo
Cantava sozinho

"Triste Bahia ó quão dessemelhante"
Essa terra de ninguém
Essa terra da técnica de defesa pessoal
Eles me dissera "isso é problema seu"
Não sofro mais por mim

08 Julho 2007

Adeus ó Esteves!


O mundo daquela moça se foi
O vento bateu forte pra ela
Enquanto ela dormia o pior passou
E foi melhor assim...

Todos os sonhos foram gastos
Mas nenhum deles foi jogado fora
Nada aconteceu por acaso
Nada do sonho se perdeu ao despertar, nada!

Ele fez o melhor que podia
O que podia era sorrir e fazer quem ele tanto amava feliz
Era lutar até o fim para sustentar aquele sorriso hoje inesquecivel
Mártir... nessa fé por um mundo mais justo
E numa despedida que encerrava toda aquela história

Adeus ó Esteves...

Adeus, Lenin!

07 Julho 2007

655321


Sabe aquelas ocasiões muito confusas?
São dessas que a gente fica sem escolhas sobre o que não fazer
Deixa sempre a dúvida de pra onde não olhar e o que não dizer
As mãos atadas diante do inesperado que acontece
E quando menos se espera o mundo dá uma volta e tudo se resolve
(Bem ou mal)

De repente é um Alex se jogando da janela
De repente o mesmo Alex é um herói da política nacional
655321
Six, double five, three, two, one
Mais um número na lista
E isso tudo não é nada (então voltemos ao assunto)

A vida começa aqui
As decisões tem que ser tomadas
Clichê, mas... corações partidos?
A visão muda o alcance sim
As distâncias mudam
As necessidades são outras
O mundo pede evolução
O mundo clama por evolução
As pessoas precisam disso

Você concorda comigo?
Quer isso pra você também?
Ou para o senhor?

Eu ainda tenho a vida inteira pela frente

Alexander, The Large... Me, not yet

04 Julho 2007

no meu tempo...

Outro dia fiz um passeio em Monte Serrat. Parei pra olhar a paisagem e ficar pensando um monte de coisa. Nostalgia...


Estava me lembrando hoje do tempo em que eu sabia o que escrever. Era só pegar um papel e um lápis e pronto. E detalhe, essas ferramentas nunca faltavam. Sempre a postos.

Algo que sempre estava perto de minha mente, fazia com que eu escrevesse. Não sei se algo como... o amor(?!)

Sim! Eu amava o tempo em que as preocupações eram outras. Me preocupava com o que eu iria estar fazendo em 2048. Pensava durante a viagem de ônibus até a faculdade se uma menina bonita sentaria do meu lado e perguntaria as horas (acredite: descobri que esse pensamento é mais comum do que eu achava).

Dizem que as crianças vivem muito o tempo presente: nada de ficar lembrando do dia anterior e nem de ficar imaginando o posterior. E dizem que depois isso passa

Mas na verdade só passa durante a adolescencia e a o inicio da vida adulta. Esse é o tempo em que nos assiste o direito de sonhar.

Depois disso temos que voltar a viver o dia presente. As coisas são decididas agora. Precisam da nossa aprovação hoje e do nosso trabalho imediatamente. Querem que a gente resolva já e ligue em seguida. Em breve. Logo! Urgente... essa é a palavra do dia... a palavra nossa de cada dia. Amém.

E o tempo pra gente se inspirar? Onde que fica? Nos breves e raros passeios à Monte Serrat?

04 Maio 2006

Ainda existo

Ainda existo
Ainda exist
Ainda exis
Ainda exi
Ainda ex

[ ex???
ex o q ô rapa???

Ex não é ainda...
Ainda é o que há! ]

Ainda e
Ainda
Aind
Ain
Ai

[ ai???
ai o q ô rapa???

Ai é o grito de dor...
É a expressão desse ardor
Da ferida que ficou e ainda dói...
Ah se o ai fosse ex ]